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7 de junho de 2017

Crise afasta profissionais de promoções no trabalho

Levantamento mostra que seis em cada 10 profissionais técnicos e de suporte à gestão não tiveram crescimento na carreira há mais de um ano.


Os trabalhadores que estão empregados também sentiram os efeitos da crise política e econômica no país. Pesquisa da consultoria Page Personnel mostra que seis a cada 10 profissionais técnicos e de suporte à gestão não tiveram promoções há mais de um ano.

De acordo com o estudo, 21,9% dos executivos não receberam promoção nos últimos 12 meses e outros 22,3% não foram promovidos nos últimos 24 meses. Dos que confirmaram a ascensão na carreira, 15,2% disseram que o fato ocorreu há dois anos enquanto 26,1% foram promovidos há um ano e 14,5% há seis meses.

“A instabilidade econômica afetou também quem permaneceu empregado. Quem ficou teve de lidar muitas vezes com sobrecarga de trabalho e esperar mais tempo por uma promoção. O período de baixa demanda no mercado força as empresas a reverem suas estratégias e estrutura. Em épocas de crise é comum as companhias congelarem novas vagas e promoções para se adaptarem aos novos tempos e manter a operação com um custo mais equilibrado”, explica Ricardo Haag, diretor da Page Personnel.

Quando questionados se a ausência de promoção provocaria a busca de novas oportunidades, mais da metade (53,7%) afirmou que buscaria essa nova vaga em até três meses. Os que esperariam até um ano somaram 19,7%, seguido por até seis meses (11,9%) ou não pretende buscar novas oportunidades (10,6%). E representaram 4,1% aqueles que esperariam por até nove meses.


A pesquisa foi realizada em fevereiro e março deste ano com a participação de 283 profissionais técnicos e de suporte à gestão.

Desafios estimulam promoções

Entre as pessoas que tiveram promoções, 40,9% disseram ter conseguido reconhecimento por terem superado metas e atingindo resultados. Completam a lista: vários fatores (30,5%) assumir novas funções em períodos de crise (17,3%), investir em conhecimento (7,7%) e apostar em networking (3,6%).

“A meritocracia sempre será um fator decisivo em avaliações de desempenho. Essa métrica influencia bastante a tomada de decisão dos gestores na hora de redirecionar pessoas em novas posições ou funções”, conta Haag.

Salário ainda é decisivo

Se a promoção não sai, alguns profissionais passaram a buscar novas oportunidades no mercado. Questionados sobre o que o faria trocar de emprego, 29% declaram salário fixo mensal mais atrativo e 23% disseram programas de aceleração de crescimento. Completam a lista: programas de recompensa (18%); bônus e participação de lucros (14,8%) e investimento em conhecimento, com 15,2%.


Por G1

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