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2 de junho de 2017

Como a instabilidade política afeta os seus investimentos

Em momentos de turbulência política e econômica, é normal que a insegurança cresça entre investidores de uma maneira geral.


Em momentos de turbulência política e econômica, é normal que a insegurança cresça entre investidores de uma maneira geral. O grande revés, nesse caso, são os boatos que costumam surgir e ganhar força em momentos como esse. Vale lembrar, por exemplo, das correntes que circulavam via whatsapp e outras redes sociais antes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, os quais aterrorizavam as pessoas sugerindo a hipótese de confisco do dinheiro da poupança. 

Com o agravamento da crise econômica, também ganharam força os boatos sobre calote do governo. Todas essas informações sem fundamento só servem para gerar ainda mais histeria no mercado. 

Portanto, dar ouvidos a boatos em momentos de instabilidade só tende a prejudicar o rendimento das suas aplicações. 

Devido a todos aos escândalos políticos que vem acontecendo, há o risco do governo do presidente Michel Temer não chegar até o fim. Os últimos desdobramentos também interferiram na agenda das reformas econômicas, consideradas impopulares, mas de interesse do mercado.

Nesse sentido, não é possível prever quais os cenários podem ser desenhados daqui em diante. Nos últimos tempos, a única certeza que se tem no ambiente político é a instabilidade. 


Entre as opções de renda fixa, a poupança notoriamente é a menos indicada. Outros investimentos de renda fixa (CDBs, LCIs, LCAs) são mais atraentes dependendo da taxa negociada como banco. No entanto, retirar dinheiro da poupança - que pode ser usado como fundo de emergência – só vale se for para migrar algum produto de liquidez diária.

Ainda em renda fixa, o Tesouro Direto é sempre uma opção a ser considerada, sobretudo, o Tesouro Selic que possui uma volatilidade baixa. Não sugiro Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado pelo risco do momento - seus valores podem oscilar muito até que tenhamos um rumo mais certo de nossa taxa de juros e da inflição.

Quem investe em fundos deve ter muita atenção aos tipos de papeis que predominam na carteira. Se houver uma predominância de papeis prefixados, há um risco maior. Também olhe as taxas de administração: caso descubra que a taxa do seu fundo seja maior que 1% ao ano, migre para outras opções de renda fixa como o Tesouro Direto. 

Os investimentos em CDBs, LCIs e LCAs contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, mesmo com toda a turbulência do mercado, há a garantia de cobertura até o teto de R$ 250 mil por CPF e instituição bancária. 

Via de regra, para quem ainda não está investindo, não é o momento mais aconselhável para buscar ativos de renda variável, como câmbio ou ações para aqueles mais avessos ao risco. A instabilidade do momento político e a recuperação lenta da economia tornam esses mercados ainda mais voláteis.

Samy Dana - G1

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