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Umburanas

18 de maio de 2017

Acija promoverá palestra sobre Sementeiras de Palma no dia 19


Imaginem... Esta Matéria “O SEMIÁRIDO É VIÁVEL – DESDE QUE...” foi publicada em 2013 – naquela época vivenciávamos mais um longo período de longa seca, que destruía pastagens, lavouras, dizimava rebanhos, empobreceu  produtores rurais, impactou  negativamente a nossa economia,  forçou a migração e o abandono  do Campo. Naquela época estávamos sós. Quatro anos depois vivenciamos a mesma realidade e muito mais impactante; constatamos que temos que “aceitar” a nossa realidade enquanto Região Semiárida, mas fazendo enfrentamentos de convivência produtiva, objetivando o desenvolvimento sustentável (econômico, ambiental e social) da região, para não abandonarmos a atividade.  

Dessa forma, a  Associação Comercial e Industrial de Jacobina (Acija), por meio de sua Comissão do Agronegócio e da Agricultura Familiar, junta-se aos produtores rurais, na busca de boas alternativas para viabilizar as atividades produtivas primárias (agricultura/pecuária), e nessa primeira intervenção,  a Acija, em parceria com o Sebrae, CDL, Sindipat, Prefeitura de Jacobina e as Instituições Financeira (Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil) estarão viabilizando uma MEGA PALESTRA com um especialista em foragicultura e pastagem, que será proferida pelo Médico Veterinário Dr. Rafael Sene, do Projeto Sementeiras de Palma da Agro Curaçá.  

Tenham a certeza que outras propostas acontecerão na busca incessante do: “DESDE QUE...”

“O SEMI – ÁRIDO E VIÁVEL – 2017 – DESDE QUE...”  

O Planeta que habitamos faz parte de um Universo harmonioso e é tamanha a sua perfeição, que só pode ter sido “arrumado” por um Ser Supremo, com certeza, foi DEUS que é o Grande Arquiteto do Universo, um dos exemplos: cientistas descobriram recentemente através de uma geringonça colocada em órbita da Terra (os satélites artificiais)  para estudar e compreender o Universo e a Terra; que as tempestades de areia nos desertos da África, além de  movimentarem as dunas, atritam os grãos da areia (que são ricos em minerais, principalmente ferro e fósforo), diminuindo de tal forma a sua granulométria, que sob forma de poeira elevam-se as alturas e são carreadas pelos ventos por mais de 8 mil quilômetros e caem junto com as chuvas, sabem onde? Nas Florestas Tropicais, dentre essas:  a Floresta Amazônica, cujo solo é paupérrimo em fósforo; as partículas de areia rica em minerais, caem com as chuvas, enriquecem o solo, mantém a exuberância das árvores e de outras plantas, estimulando também o aumento da formação dos Plânctos ou Fitoplâncton (palavra originária do grego: Plagktos - que significa errante) os Plânctos são organismos microscópicos que vivem nas águas dos rios e são continuamente carreados para os oceanos.

Os Plânctos são o início, o “comecinho” da cadeia alimentar marinha e também são responsáveis pela produção de quase todo o oxigênio que respiramos; na verdade são algas, bactérias, outros micro-organismos vivos; a quantidade é tamanha que contribui até para alterar a cor dos oceanos para um verde intenso. É mais uma prova da existência de Deus.

Outra prova? A escolha e distribuição das plantas, levando-se em consideração: altitude, clima, tipos de solos. Nas caatingas semiáridas o Grande Arquiteto do Universo nos presenteou com: o Monzé (da família Mimosoceae) - o Mandacaru  (Cereus jamacaru – conhecido como Cordeiro que é uma planta da família das cactáceas, suas sementes são apreciadas pelas aves da caatinga que fazem a sua parte: semeiam as sementes dessa importante espécime -  a Maniçoba (mandioca brava – manihot sp – com grande potencial forrageiro de porte arbóreo ou arbustivo, bastante resistente à seca, a cultura é longeva superando mais de 15 anos, presta-se muito bem a fenação e ensilagem e sob estas  formas perde toda a toxidez (Ácido Cianídrico) - o “valente” e resistente Licuri (Syagnus coronata) também conhecido por Ouricuri, Nicuri, Alicuri e Aricuri; a Jitirana (Merremia aegyptia) – o Feijão bravo (Capparis flexuosa) – Camaratuba – (Cratylia mallis)  e tanto outras, que se continuar listando não sobrará espaço para concluir as outras  informações.

Assim, chamamos atenção dos Produtores Rurais, estamos vivenciando e fazendo parte de uma grande seca, mas tenham a certeza que Deus na sua sabedoria, nos dará mais uma chance de aprendermos a conviver com essa realidade, infelizmente, com dor, com sofrimento, semelhante ao antigo método de alfabetização onde a palmatória furada corria solta, mas aprendíamos as operações aritméticas e as letras do alfabeto.

A estiagem nos castiga sempre, vez por outra se prolonga e leva nossas economias, obriga-nos a migrar e/ou vender o nosso gado e isso é repetitivo, mas, insistimos de forma robotizada, “birrenta” a não enxergarmos a realidade – Vivemos no Semiárido, produtores, e a natureza  não vai mudar só para nos agradar  – querendo ou não, vamos ter de nos adaptarmos se quisermos continuar na atividade pecuária. 

Nesse mais longo período de estiagem percebemos que o grande gargalo foi à inexistência estruturante de volumoso e água nas propriedades e principalmente a falta do VOLUMOSO seja ele rico ou pobre em proteína ou energia (esses,  em menor volume, podem muito bem serem  adquiridos e chegam até nós,  transportados em quatro rodas nos caminhões, poderia ser de Trem, mas...) e ficou mais uma vez demonstrado que a grande estrela que ajudou a saciar a fome do gado na seca foram as plantas xerófilas, com destaque também para o “honroso” Licuri (Syagrus coronata) e o Mandacaru (Cereus jamacaru - esse precisa ser incentivado o seu cultivo e/ou  replantio, seja com ou sem  espinhos, sabe porquê? Para não ser extinto devido ao uso indiscriminado, sem o replante. 

Outro volumoso que merece destaque que também faz parte das plantas xerófilas é a PALMA – (Opuntia ficus indica) forrageira importante como volumoso, que ajudou a salvar os nossos Rebanhos da morte por fome. 

A Palma, apesar de a sua origem ser Mexicana – se adaptou muito bem no Nordeste brasileiro, e, é considerada uma forrageira “Milagrosa” mais uma prova irrefutável da existência de Deus, que sabedor de tudo, criou as Plantas Xeromórfas  e dentre essas aquelas  que possuem caules cilíndricos, ramos cladódios – esses ramos são os responsáveis pela fotossíntese, uma vez que as folhas foram transformadas em espinhos, mesmos assim esparsos,  pequenos e até ausentes nas novas cultivares;  a Palma possui ciclo de vida perene,  vantagem sobre as gramíneas e leguminosas que quando completam o ciclo (sementeiam) para garantir a perpetuação,  enfraquecem ou morrem.

A Palma, cientificamente possui nomes estranhos: Opuntia cochenilifera (Fícus-indica, Millis) ou Napolea cochenilifera   –  são Cactos pertencentes a família Cactácea  - conhecida como:  Palma urumbeta – Cacto de cochonilha – Palma miúda de engorda – Palma forrageira – Palma doce – Palmatória – Cacto sem espinho e outros nomes regionais.

A palma além de alimentar o Homem, os animais, ainda é utilizada como cerca paisagística e é tam-bém utilizada para a extração do corante natural – CARMIN - extraído do inseto parasita as cocho-nilhas, que para defender-se da predação por outros insetos produz o ácido carmínico, que extraído do seu corpo e ovos é utilizado para fazer o corante (não cancerígeno) utilizado na indústria alimen-tícia e têxtil. 
No Brasil, entretanto a cochonilha é considerada como praga. Elas sugam a planta, roubando sua seiva, alojando-se principalmente na parte inferior dos ramos cladódios e dos brotos. As cochonilhas secretam uma substância pegajosa, que deixa as folhas com a aparência de que estão enceradas, e que facilita o ataque de fungos e de formigas doceiras.
A Palma forrageira foi inicialmente introduzida no Brasil no século XIX - pelos portugueses que ti-nham a intenção de acabar com o monopólio espanhol sobre o Carmim – corante vermelho de alto valor comercial – produzido no México.
No séc. XIX – foi introduzida em Pernambuco e Alagoas - e a partir de 1902. e segundo J. Barbosa Rodrigues, no seu Livro “Hortos Fluminense”  diz que: a disseminação da Palma em Pernambuco teve como fator decisivo um decreto do interventor pernambucano que naquela época, mandava conferir prêmios aos plantadores de palma, desde que obedecessem certos requisitos à exemplo do espaçamento, alinhamento, números de raquetes bem desenvolvidas e os bons tratos culturais” –  um grande exemplo de responsabilidade e compromisso dum Gestor do passado a ser seguido pelos nossos Gestores do presente e futuro. 
 .
Mas, segundo Raul de Góis, no seu livro –“Herman Lundgren – O Pioneiro do Progresso Industrial do Nordeste” e secundado pelo Jornalista Silvio Silvestre que publicou na Revista Caça e Pesca de São Paulo – nº 116 e 117 em 1.951, relata que em “1.877 houve certamente a maior seca do Nordeste e do Norte do País, dizimando grande parte da População e destruindo quase completamente os rebanhos; o comércio de couro e peles entra em declínio extinguido a exportação. Então, o jovem sueco Hermon Lundbren – empresário exportador de couro, leu numa revista que recebia da Europa e América – que os horrores da seca na região do Texas (*Estados Unidos – viram, lá também tem seca) e que a calamidade estava sendo combatida pelos estudos de um renomado botânico Burbanks, segundo a revista ele havia conseguido através de cruzamento de duas espécies de “cactus” uma variedade desprovida de espinhos que no Brasil passou a ser chamada de “Palma Santa” – o Empresário então, após contatar com o Biólogo, importou por conta própria, assumindo todos os custos da transação:  6 (seis) Toneladas  de sementes e as distribui entre centenas de Produtores. Um outro pesquisador,  Duque,  1.980 - diz que,  esforços para disseminar o cultivo da Palma se deu por volta de 1.930 durante a seca de 32 - por iniciativa do Ministério da Viação e Obras Públicas no Piauí e Bahia.

Vejam, desde aquela época constatou-se que os agropecuaristas do semi-árido, apresentavam em geral baixo nível de conhecimento em relação às estratégias de conviver com a escassez hídrica, tendo como conseqüência a redução da produção de alimentos para o rebanho – Prestem Atenção! isso foi dito no final do século XIX - inicio do século passado e nada difere dos dias atuais, não é mesmo?  E,  comprova que o Estado (Governo)  esteve ausente ao longo dos tempos, não assumindo o papel e o compromisso de nos ensinar a conviver com a realidade do semi-árido,  que tem,  é bom lembrar: a presença PERMANENTE do SOL – ocorre durante os 365 dias do ano – agora, imaginem... e, se fosse o frio,  o gelo, a neve, temperatura abaixo de zero (putts); tenham a certeza que já teríamos sucumbidos e ai fica a certeza “a natureza sabe o que faz” - o que está faltando? 

– Políticas Públicas Estruturantes,  e, Quem tutele os ensinamentos para de forma harmoniosa, sem stress, a  convivermos com o SOL que é a nossa realidade.

- O que se sabe de tecnologias adaptadas ao semi-árido já é o bastante suficiente, agora é só agir. 

Mas, voltando a Palma, a Palma  é uma forrageira resistente a escassez de água o que é uma característica da nossa Região e contribui para estabilizar a oferta de alimento volumoso para o rebanho.  

Está largamente comprovada que a Palma é “Milagrosa”  – o que fazer então?  – A ACIJA – Associação Comercial e Industrial de Jacobina –  faz a sua parte - solidária com os Criadores na busca do desenvolvimento sustentável, econômico, social e ambiental – não poderia ficar omissa -  a catastrófica  estiagem obriga-nos a buscar parcerias para as alternativas de viabilização e sustentação  regional  – recentemente além de encaminhar à SEDUR  - Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano,  uma lista com 10 prioridade para estabelecer o rumo do desenvolvimento de Jacobina e Região, dentre eles a Instalação do Deposito Emergencial da CONAB para tender aos Produtores com o prometido Milho, documento também encaminhado aos Deputados que se dizem representantes de Jacobina  – foi acrescentado no Documento, 02 (dois)  outros  itens importantes: 

O Primeiro,   tratava da prorrogação dos débitos dos Criadores (vencidas ou a vencer)   para 05 (cinco) anos após o fim do contrato, além de torná-los adimplentes para novos contratos (A Lei 13.340 de 2016 – dá descontos e facilita a renegociação – se não é a melhor opção…);

O Segundo, diz respeito a um projeto estruturante de convivência com o Sol com a  instalação de uma Secretaria da Palma nos Municípios que decretaram Estado de Emergência. O Recursos sejam Federal/Estadual/Municipal  seriam repassados aos Criadores para a implantação de no mínimo 10% da área cultivadas com pastagem da sua Propriedade,  com o cultivo da Palma  adensada conforme já largamente pesquisada, testada e comprovada pelas Pesquisas a sua viabilidade; financiaria também a estrutura de isolamento da área a ser estabelecida, além de 01 kit motor triturado e um Reservatório d’água com no mínimo 20 mil litros – além da sistematização de poços profundos e/ou artesianos, em cada Povoado e/ou Comunidade,  esses Poços, seriam sistematizados com recursos a fundo perdido. 

Esse importante Projeto viabilizaria  economicamente a Pecuária do semi-árido,  além de contribuir para   acabar de vez com a INDUSTRIA da SECA, dos  Carros Pipas (que nos envergonha e nos humilha). As manutenções desses Poços ficariam a cargo das Associações e Criadores. Os recursos seriam supervisionados pelas Secretarias da Agricultura que também participariam da administração e manutenção dos Poços. 

Vale ressaltar, que não podemos esquecer  de reivindicarmos dos nossos Representantes Políticos e  do Governo do Estado/FAEB/SENAR, o PLENO FUNCIONAMENTO DA BIOFABRICA DE MUDAS DE PALMA – instalada no Município de Miguel Calmon, que no nosso entendimento deve ser “tocada” em CONSÓRCIO, com os Municípios circunvizinhos, em respeito aos Criadores da Região, fica a sugestão para os Secretários de Agricultura dos Municípios viabilizarem junto aos Gestores (dessa forma, os Custos de produção e as  Cotas de Mudas,  seriam compartilhados e como resultado, maior acessibilidade e  abrangência – pois o tempo urge).  
    
Dessa forma acreditem, estaríamos viabilizando e tornando realidade o Sonho de todo Nordestino de viver melhor, de fixar a sua prole no Campo, de proporcionar  o retorno daqueles que migraram, seja lá por qual motivo,   capacitando-os para melhorar a qualidade dos produtos de origem animal e vegetal.   

BEM NÃO ESQUEÇAM – DIA 19 DE MAIO – SEXTA FEIRA ÀS 14:00 HORAS – PALESTRA NA ACIJA – SOBRE PALMA – ADENSADA E IRRIGADA POR GOTEJAMENTO – FAÇA URGENTE A SUA INSCRIÇÃO E CONCORRA A UM KIT PALMA – QUE SERÁ SORTEADO DURANTE O EVENTO – NESSE DIA – O BANCO DO BRASIL / A CAIXA ECONÔMICA E O BANCO DO NORDESTE ESTARÃO LÁ PARA APRESENTAR SUAS LINHAS DE CRÉDITO.

SECRETÁRIOS DE AGRICULTURA – REPASSEM ESSAS INFORMAÇÕES AOS PRODUTORES DO SEU MUNICIPIO E VENHA EM CARAVANA – LIGUEM PARA OS NUMEROS: 74 – 3621- 3802 – 3621-3502 / ACIJA – OU AINDA 74-3621-4487 – CASA DA FAZENDA.   


Colaboração do Médico Veterinário
Artur Teixeira Pereira.

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