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24 de março de 2017

Votação de reforma da saúde que pode derrubar 'Obamacare' nos EUA é adiada

Republicanos estão divididos quanto à aprovação da lei. Trump não conseguiu acordo com republicanos da ala radical.


A votação desta quinta-feira na Câmara dos Representantes dos EUA sobre o texto que pode derrubar o "Obamacare" foi adiada, segundo informaram líderes da câmara. A votação estava prevista para às 20h (horário de Brasília). Em entrevista à CNN, o deputado republicano Kevin McCarthy, disse que o projeto deverá começar a ser debatido nesta sexta.

O fim do "Obamacare" é uma promessa de campanha do atual presidente americano, Donald Trump. De acordo com a agência Efe, o presidente não conseguiu chegar a um acordo com o grupo ultraconservador da Câmara para passar o projeto. Há divergências entre os republicanos conservadores e moderados, e é esperado que a votação seja apertada.

O conhecido como Freedom Caucus (Caucus da Liberdade), um grupo de cerca de 30 congressistas da ala mais radical do partido Republicano, se reuniu hoje com o presidente para tentar aparar arestas sobre o conteúdo da lei e fazer com que ela seja aprovada.

No entanto, ao saírem do encontro na Casa Branca, os membros do grupo, que avaliam pensar em bloco, confirmaram que não há acordo.



Segundo o Escritório não partidário de Orçamento do Congresso (CBO, em inglês), o plano republicano deixaria sem seguro 14 milhões de pessoas em apenas um ano, número que subiria para 24 milhões em uma década.

A ala mais à direita do Partido Republicano considera que o projeto de lei continua sendo dispendioso demais para o Estado federal.

Já os mais moderados estão preocupados com o aumento previsto do custo dos seguros de saúde para determinados setores da população e pela perda de cobertura que afetará 14 milhões de americanos a partir de 2018, ano de eleições legislativas.

A minoria democrata se opõe totalmente, o que obriga os líderes republicanos a tentarem limitar as deserções do seu partido a cerca de 20 representantes, em um total de 237.

Obamacare

A lei conhecida como Obamacare, votada em 2010, proíbe as seguradoras de aumentar os preços dos planos com base no histórico clínico ou no sexo, se recusar a assegurar um paciente muito caro, ou limitar a quantidade de reembolsos anuais - o que eram práticas legais e que levaram alguns pacientes com doenças graves à ruína.

Em troca, a lei exige que qualquer pessoa localizada nos Estados Unidos, americana ou estrangeira, deve aderir um plano de saúde sob pena de multa.

O Obamacare também definiu os tratamentos que as seguradoras devem cobrir sistematicamente. Todo seguro deve incluir, por exemplo, internações, incluindo emergências. E os cuidados preventivos, como exames de diabetes ou câncer, vacinas ou métodos contraceptivos devem ser integralmente reembolsados.

Para os republicanos, o Obamacare é muito coercitivo e caro. Para eles, o programa tem sido afetado pelos aumentos nos prêmios e franquias de seguros e pela saída de grandes seguradoras do sistema.

Os governistas afirmam que o sistema atual não permite que os cidadãos escolham um plano de saúde entre várias opções, os forçando a optar pelas ofertas do governo, além obrigar as empresas a completar a cobertura de seus funcionários.

Por G1

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