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17 de março de 2017

Governo tem estoque de vacinas contra a febre amarela para atender à demanda, diz ministério

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fiocruz, está produzindo 4,5 milhões de doses por mês e tem capacidade para até 9 milhões de doses.


O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira (16) que há "estoque estratégico para atender a demanda atual de vacinação". O órgão disse, ainda, que a quantidade de vacinas produzidas pela Fiocruz, por meio de Bio-Manguinhos, é de 4,5 milhões de doses mensais. Eles destacaram que o laboratório tem capacidade de produzir até 9 milhões de doses mensais.

A dúvida surge após o governo anunciar que irá vacinar, até o final do ano, toda a população do Rio de Janeiro. O estado, que registrou uma morte e está com três notificações, entrou na lista dos afetados pela doença, cercado por Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, os três no topo com o maior número de registros desde o início do surto.

O Ministério da Saúde pede, no entanto, que as pessoas busquem se a cidade onde moram está em zona de risco e recomendação para a vacinação. Caso o município não esteja na lista, só há necessidade de vacina para as pessoas que irão viajar para as regiões incluídas no mapa de risco da febre amarela.

Ainda é febre amarela silvestre

Mesmo que os casos sejam registrados em estados com muitas áreas urbanas, a febre amarela registrada no Brasil ainda é silvestre. Isso significa que o vírus está circulando apenas em áreas rurais e/ou de mata. Os mosquitos transmissores nestas regiões são o Sabethes e o Haemagogus.


O Aedes aegypti, conhecido por transmitir a dengue, zika e chikungunya, também pode transmitir a doença, mas apenas quando ela chega às cidades. Por enquanto, não há evidências, mas os especialistas se preocupam com a possibilidade. O último surto de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em 1942.

De acordo com os órgãos e profissionais de saúde, a melhor forma de prevenção é intensificar a vacinação nas regiões afetadas pelo vírus. Além de se proteger, o paciente ajuda a evitar a chegada do vírus em outras regiões. O esquema de vacinação contra a febre amarela no Brasil é composto de duas doses.

Por G1

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