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27 de março de 2017

Brasil tem 880 vagas para trainee

Na Bahia, Ambev oferece oportunidade com salário inicial de R$ 5,8 mil.


Uma das inquietações de quem está prestes a se formar ou acabou de pegar o diploma é conquistar um emprego. Entre as oportunidades está o cargo de trainee, que capacita recém-formados para ocuparem cargos de liderança ao final da experiência. No Brasil, são mais de 880 vagas abertas. Na Bahia há postos com salário inicial de R$ 5,8 mil. No caso de seleção para trainees, muitas organizações preferem não divulgar o número de vagas abertas porque podem aproveitar o maior número possível de bons candidatos. 

De acordo com Liliane Rosa, especialista de recrutamento e seleção da Ambev, multinacional do segmento de bebidas, na empresa “o programa permite que o contratado passe desde o setor de  cervejaria até o corporativo, para que ele conheça diferentes estratégias e visões” aplicadas na organização. 

Esse foi um dos fatores que levaram  Karina Nascimento, 26 anos, a abandonar um cargo público. “Eu busquei uma empresa que me desse oportunidade de ter desafios. O trainee que prestei é o que forma líderes para o mundo industrial da nossa cervejaria, mas isso não significa que minha carreira está limitada”.  Para conseguir a vaga, Karina passou por um processo concorrido e criterioso. Currículo online, prova de inglês e lógica, ‘business case’ e entrevista foram algumas das etapas exigidas. “A seleção exige raciocínio rápido, trabalho em equipe, liderança e muito brilho no olho”.  

Desafio

Ana Varella, 30, entrou na Estácio, instituição de ensino superior, como trainee, em 2011, após se graduar em Psicologia. Hoje, ocupa o cargo de gerente da universidade corporativa e atribui o seu desenvolvimento na empresa à possibilidade que teve durante o treinamento.  “O programa te proporciona o desafio de vivenciar toda a empresa e te dá suporte e capacitação para que você desenvolva habilidades que, muitas vezes, nem sabia que tinha”, diz. Um dos seus diferenciais, que costuma ser muito cobrado por recrutadores, é que ela se identifica com a cultura da empresa. “A minha mãe é professora universitária e eu sempre  vivi nesse ambiente, então encontrei o programa da Estácio que era o meu perfil”. 

Por outro lado, a oportunidade demandou a saída da zona de conforto e Ana, aos 24 anos, precisou sair no interior de São Paulo para viver no Rio de Janeiro. E a questão da mobilidade é outro fator determinante para os trainees, já que muitas empresas preferem selecionar quem tem disponibilidade para mudar de cidade.

Redebahia

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