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27 de março de 2017

Blitz flagra esmaltes e xampus vencidos em salões de beleza de luxo de SP

A falta de informação do preço do serviço foi o principal problema (80%), seguido de perto pelo uso de produtos vencidos ou sem o prazo de validade (76%).


Uma blitz do Procon em salões de cabeleireiro em São Paulo encontrou produtos com validade vencida sendo usados pelos estabelecimentos. Nos 33 salões de beleza fiscalizados foram encontradas irregularidades, inclusive em locais que cobram mais de R$ 400 pelo corte de cabelo.

A falta de informação do preço do serviço foi o principal problema (80%), seguido de perto pelo uso de produtos vencidos ou sem o prazo de validade (76%). As informações são do Bom Dia Brasil.

Esmaltes, cremes, xampus, sprays que já deveriam ter ido para o lixo estavam sendo usados nas clientes. “O nosso objetivo é conscientizar tanto os cabeleireiros, quantos os consumidores da importância de verificar esse tipo de conduta”, diz Bruno Stroebel, supervisor de fiscalização do Procon.

Um dos salões tinha esmalte vencido. O gerente disse que as manicures é que trazem de casa o próprio produto, mas para o Procon, o salão também é responsável pelo que elas usam nos clientes.


“A gente acaba fazendo uma triagem, com relação à validade, mas às vezes a gente não consegue pegar tudo 100% de todas as pessoas que estão aí”, diz Ivo Oshioca, gerente do salão. “Elas não trabalham todos os dias com a gente, tem também os dias de maior fluxo, que são os fins de semana, onde acaba tendo mais manicure, mais gente também procurando os serviços de salão de beleza.”

Além de não fazer mais o efeito desejado usar produto vencido pode provocar alergia e irritação na pele segundo os dermatologistas. A data de vencimento é uma referência da qualidade do produto. Por isso é preciso prestar sempre atenção ao prazo de validade de tudo que a gente usa no salão e em casa.

A dermatologista Alessandra Romiti explica que produto fora de validade pode ter um tipo de modificação na estrutura química da substância. “Você corre o risco maior de ter alergia, de ter dermatite, de sensibilização desses produtos”, explica.


Por Elaine Bast, TV Globo

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