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25 de outubro de 2016

Delação de Odebrecht citará Temer e ministros, diz jornal

Antes de fechar acordo, Marcelo Odebrecht e outros executivos citaram pelo menos 130 deputados, senadores e 20 governadores e ex-governadores

Após oito meses de negociação, Marcelo Odebrecht e mais pelo menos 50 nomes ligados a empreiteira fecharam acordo de delação premiada com os procuradores da Operação Lava Jato, de acordo com informações do jornal O Globo. À publicação, uma pessoa ligada às investigações revelou que, na fase preliminar das negociações do acordo, o presidente Michel Temer (PMDB) e ministros do núcleo duro do governo foram citados.

Os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), de Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP) e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) também foram apontados pelos executivos da empreiteira.

Antes de fechar acordo, Marcelo Odebrecht e outros executivos citaram pelo menos 130 deputados, senadores e 20 governadores e ex-governadores.

O número de funcionários da Odebrecht que fechou o acordo de delação premiada ainda pode aumentar porque ainda há acertos finais pendentes entre investigadores e investigados.

De acordo com o jornal, essa será a maior série de acordos de delação já firmada no país. O teor das revelações, contudo, ficou um pouco abaixo da expectativa inicial dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo fontes com acesso à investigação, acusações atingem líderes de todos os grandes partidos que estão no governo ou na oposição. Os depoimentos de todos os delatores devem ser concluídos entre o final deste ano e o início de 2017.

Outros alvos

Na fase preliminar do acordo, os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega também foram mencionados. O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na semana passada, também teria recebido pagamentos indevidos, segundo os delatores.

Inicialmente, os executivos da Odebrecht queriam delatar Palocci, Guido e Cunha, e encerrar o caso. Como os três já estavam implicados em outras delações, a força-tarefa resistiu a proposta. Nesse contexto, executivos da empreiteira decidiram ampliar o número de políticos delatados.

Por Marcelo Ribeiro - Exame

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