Umburanas

20 de julho de 2016

Frigorífico vai continuar abatendo jumentos

Atividade foi suspensa na tarde de segunda-feira (18), por orientação do Ministério Público

O frigorífico Frigocezar, instalado há pouco mais de dois anos no município de Miguel Calmon, no Piemonte da Chapada Diamantina, vai continuar fazendo o abate de jumentos na Bahia, em conformidade com a portaria de n˚ 255, publicada em 29 de junho de 2016, pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), que legaliza a atividade. O primeiro dia de abate foi acompanhado com exclusividade pelo #AgoraNaBahia, no último dia 11.

O abate dos jumentos, suspenso na tarde de segunda-feira (18), por orientação do Ministério Público do município de Miguel Calmon, na Chapada Diamantina, será retomado assim que as recomendações do órgão forem atendidas.

O Frigocezar esclarece, no entanto, que a maior parte das orientações listadas não cabe ao frigorífico, sendo este o único estabelecimento habilitado para atividade na Bahia, segundo as exigências da Adab.

“A recomendação que nos compete é a que está relacionada à capacidade de abate diário do frigorífico. Hoje nós temos uma licença que nos permite abater um número inferior de animais em relação à demanda que iremos atender daqui para frente. Toda documentação para que o aumento aconteça, no entanto, já está em fase de atualização e, assim que estiver pronta, a atividade será retomada”, explica o gerente geral do Frigocezar, Israel Augusto.

Augusto faz questão de enfatizar que o abate legal dos equídeos (asininos) é um projeto do Governo do Estado da Bahia, que visa fomentar a criação de jumentos no estado, assim como acontece com outras espécies animais, a exemplo de bovinos, caprinos e ovinos. “Trata-se de uma nova possibilidade de mercado para a Bahia, com a qual o estado irá atrair capital estrangeiro para o investimento em melhoramento genético desses animais, historicamente abandonados nas estradas, sendo responsáveis por centenas de acidentes nas rodovias”, disse.

O Frigocezar reitera ainda que a atividade é inspecionada por veterinários fiscais da ADAB, com o objetivo de conferir se todas as exigências higiênico-sanitárias e de bem-estar animal estão sendo cumpridas, assim como acontece em outros estados como Paraná e Minas Gerais. Informações do portal Agora na Bahia.

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