Destaque

Umburanas

11 de julho de 2016

Crônica: Mercadoria Barata, por Gidalto Padrão Oliveira

A crônica da semana fala de algumas ações que desvalorizam a mulher

Meus amigos, sem falso moralismo, pelo que se percebe através dos acontecimentos noticiados pelo mundo inteiro, literalmente a mulher está sendo comercializada como verdadeira mercadoria de feira livre, em que, até em bingos populares é sorteada como prêmio. 

Um engradado de cerveja e uma mulher seriam os "prêmios" de um bingo que aconteceria neste domingo (10) na cidade de Barbalha, no Cariri cearense. Após denúncia feita por movimentos feministas, a chácara onde seria realizada a festa foi fechada, nesta sexta-feira (8), pela polícia. De acordo com o delegado, a mulher que seria sorteada disse que não sabia da transação. 

Natural do Rio Grande do Norte, a garota que se apresenta como modelo e admite fazer programas, disse à polícia que foi chamada para ser atração principal da festa, mas desconhecia que seria usada como prêmio. Camila Silveira, titular da Coordenaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres do Ceará, disse ter ficado indignada com o caso. "Enquanto mulher, senti revolta", comentou, criticando a forma como a mulher é tratada, "como mercadoria". De acordo com o material de divulgação, o bingo teria a participação limitada a 100 pessoas, e cada um deveria desembolsar R$ 100 pela cartela. No anúncio, uma mulher seminua é apresentada como o prêmio principal e o engradado de cerveja seria o segundo prêmio. Conforme a polícia, os organizadores foram indiciados e vão responder por crime de incitação à prostituição. 

Meus amigos, se por um lado pessoas bem intencionadas criam leis, como a Maria da Penha, objetivando proteger a mulher de qualquer violência, em contrapartida também tem aqueles que utilizam a mulher como mercadoria barata de prateleira, que pode ser vendida por qualquer preço, com valor igual a um engradado de cerveja.

Esse é o meu ponto de vista - Gidalto Padrão Oliveira

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Rota 324 não se responsabiliza pelos comentários aqui expostos.