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27 de julho de 2016

Convenções e convencimentos - Por Gervásio Lima

As justificativas para as decisões dos apoios chegam a ser hilárias

As convenções partidárias para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações iniciaram no último dia 20 de julho e poderão ser realizadas, conforme o calendário eleitoral, até o próximo dia 5 de agosto. Nos muitos eventos que já ocorreram diversas deliberações e decisões, quando não são motivos de piadas, são extremamente esdrúxulas. Um verdadeiro acinte contra apoiadores e prováveis eleitores. Escancaradamente, o que tem sido levado em conta para as composições das chapas são as vantagens financeiras oferecidas e não o anseio popular que, diga-se de passagem, nunca foi respeitado.

As justificativas para as decisões dos apoios chegam a ser hilárias. Figuras que se diziam inimigas políticas por não compactuarem com o estilo dos até então adversários, repentinamente, da noite para o dia, mudam de opinião e em discursos do tipo: “Me precipitei em fazer um conceito antecipado desta pessoa ilibada. Tudo aquilo que achava que era errado pude perceber agora que não se passava de mal-entendidos. Nesta nossa nova empreitada quero deixar claro que nosso partido não aceitará que o nosso agora correligionário roube sozinho. O pão dever ser dividido e partindo desse pressuposto, não deixaremos que apenas uma pessoa coma sozinho. Tamo junto parceiro. Todo o povo que nos acompanha estará votando conosco na eleição. Os eleitores do nosso partido são fiéis e honestos, pode acreditar e contar com eles. A vitória será nossa (do político)”.

Este não é um discurso necessariamente padrão, mas esmiuçadamente é esta linha que é geralmente seguida por alguns indivíduos que se dizem representantes da população. As vantagens pessoais em detrimento da dignidade da função pública são os principais objetivos de verdadeiros inescrupulosos que se aproveitam desses momentos decisivos na política de determinados municípios (as convenções partidárias) para realizar negociatas.

Acompanhar as gestões e fiscalizar as aplicações dos recursos municipais não são atribuições apenas do Legislativo, é papel também do cidadão e da cidadã, principais responsáveis pelos destinos de suas cidades. Uma má escolha daquele que se confiará através do voto no dia da eleição resultará em inimagináveis prejuízos. Não é salutar que a emoção sobreponha a razão. É preciso discernir, com bastante serenidade, o que realmente se espera dos postulantes e o que se quer para o seu município. A eleição é um dos momentos mais democráticos que existe no mundo, é uma oportunidade única que o povo tem de escolher aquele que realmente irá representa-lo com lisura e respeito ao erário público. Os que não cumpriram com o que prometeu na (ou nas) oportunidade que tiveram não merecem a confiança, principalmente àqueles possuidores de uma ‘ficha corrida’ invejável, os que respondem processos pelos mais diversos crimes, inclusive o de impropriedade administrativa, por ter se locupletado da coisa pública.

Sente, analise e pense!

Por GervásioLima
Jornalista e historiador

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